O que e açao humana na filosofia

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Ação Humana O presente texto é uma exposição sobre o estudo da ação humana na filosofia apresentando os planos de ação (acontecer, fazer, agir) e as suas condicionantes. O estudo da ação humana é uma via de aproximação a possíveis respostas de que possa ser o Homem, isto porque, é na ação que o ser humano se revela e se dá a conhecer.

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Qual é o conceito de ação humana?

Neste conceito de ações humanas, por exemplo, não podemos incluir comportamentos que realizamos de forma espontânea, reflexão, automática ou reactiva, tais como pestanejar, transpirar, digerir alimentos, ressonar, envelhecer, etc. 3. Fazer e Agir Entre as ações intencionais, podemos ainda distinguir as que visam “fazer” algo e o “agir”.

Qual é a filosofia da natureza humana?

De acordo com o filósofo Tomás de Aquino natureza é a substância, o princípio do movimento, que tem um caráter disposicional, com tendência a união(ad unum), quando não existem obstáculos. A natureza humana é básicamente o terreno de todo desenvolvimento do homem.

Qual a importância do estudo da ação humana?

O estudo da ação humana é uma via de aproximação a possíveis respostas de que possa ser o Homem, isto porque, é na ação que o ser humano se revela e se dá a conhecer. O Homem é aquilo que faz e é no agir que o ser humano se encontra como unidade e totalidade.

Qual é a história da filosofia?

A história da filosofia está permeada de propostas acerca deste tema. Muitos filósofos, educadores, intelectuais e governos baseiam suas obras e projetos em torno de uma determinada ideia sobre o que é o homem.

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O que é a ação humana?

Em sentido idêntico, porém em forma ainda mais sumarizada, define Huerta de Soto: “a ação humana é todo o comportamento ou conduta deliberada” (2013, p. 35). Sendo deliberada, a ação humana inicia com a percepção de um fim. Esse fim é uma situação julgada subjetivamente como de maior realização pelo agente.


Qual é a finalidade de toda ação humana?

Aristóteles diz que tanto as pessoas mais sábias quanto as pessoas menos doutas concordam que toda a ação humana tem como objetivo alcançar a felicidade. Se faz parte da natureza humana o desejo de ser feliz, o fim mais elevado não poderia ser outro e, por isso, há esse consenso.


Qual é a relação dos valores a ação humana?

Síntese: Os valores são qualidades potenciais que tornam as coisas desejáveis ou dignas de estima e orientam as opções dos indivíduos inseridos numa cultura. Os valores são princípios orientadores da acção, e são reconhecidos como ideais, e por isso, preferíveis.


Qual a diferença entre atos humanos e atos do homem?

O ato, objeto da Ética, é o ato humano, ato específico do homem, ato que distingue o homem dos outros seres. Os outros atos (atos do homem) são realizados pelo homem, mas não enquanto homem, apenas enquanto ser biológico ou animal.


Quais são os elementos da ação humana?

Os elementos que constituem uma acção humana são:a) A Vontade: Atitude ou disposição para querer algo (A ação voluntária é aquela que tem a vontade como princípio);b) A Intenção: Propósito voluntário de fazer algo;c) A Deliberação: Ponderação sobre os fatores da ação (sobre os motivos que podem levar à acção).More items…


O que é ato do homem?

ACTOS do HOMEM – são actos comuns aos restantes animais, resultam da natureza corpórea e animal do homem. – são uma resposta maquinal e corporal, meramente reactiva, a estímulos do meio. – São actos que o homem não controla nem dirige. – São actos independentes da vontade da pessoa.


Conceito de Pessoa

O termo persona surge na língua latina para designar uma máscara usada pelos atores na representação teatral, quando encenavam personagens em suas apresentações.


Desenvolvimento do Conceito na Filosofia

Na filosofia, uma pessoa é uma entidade que tem certas capacidades ou atributos associados a personalidade em um contexto particular moral, social ou institucional.


John Locke

A definição de pessoa proposta por John Locke que, até hoje, permeia as discussões no campo da filosofia: “um ser pensante, inteligente, dotado de razão e reflexão, e que pode considerar-se a si mesmo como um eu, ou seja, como o mesmo ser pensante, em diferentes tempos e lugares“.


Emmanuel Mounier

As principais teses desenvolvidas por ele, em 1949, sobre o assunto são:


Conclusão

O conceito de pessoa na filosofia é muito difícil de se definir, visto que nenhum é aceito universalmente. O que podemos retirar disso é que o ser humano realmente possui um lugar especial perante o universo e que sua racionalidade de fato pode ser visto como diferencial em relação aos outros seres.


Heráclito de Éfeso (535 a.C – 475 a.C)

Os primeiros filósofos não diferenciavam o homem da natureza, o que indicaria que a constante mutabilidade da natureza é também uma característica humana.


Platão (427 a.C – 347 a.C)

Platão mudou o rumo da filosofia ao se voltar para a investigação da alma imortal do homem. O corpo seria um “túmulo da alma” que a aprisiona e limita suas potencialidades. Somo apenas uma sombra do mundo das ideias perfeitas; porém, tal mundo espiritual pode ser atingido pela razão.


Santo Agostinho (354-430)

Para Agostinho o homem nasce pecador. Apenas a aceitação de Cristo poderia elevar nossa natureza humana degenerada. Tal é a ideia do pecado original, que irá ganhar força com a filosofia de Agostinho e influenciar toda a Idade Média.


René Descartes (1596-1650)

Com René Descartes teremos o surgimento da dúvida metódica e da visão mecanicista do mundo. “Penso, logo existo” define o homem unicamente através da razão, e a realidade deixa de ser uma “sombra de um mundo espiritual” e passa a ser um vasto campo de pesquisa.


Os filósofos da corrente empirista: Thomas Hobbes, John Locke e David Hume

O empirismo afirma o homem como uma tábula rasa. Nascemos tal como uma folha em branco onde a experiência irá escrever suas instruções. A razão não pode elevar-se para além deste mundo, como queriam Platão, Agostinho e Descartes.


Thomas Hobbes (1588-1679)

Thomas Hobbes declara que o homem é egoísta e se importa apenas consigo mesmo e com aqueles que lhe são próximos. Como os bens são escassos e difíceis, naturalmente somos levados à situação de “guerra de todos contra todos”, e apenas o contrato social impediria esse conflito.


John Locke (1632 – 1704)

John Locke lança uma luz mais otimista sobre a natureza humana. Para ele, o homem é bom e altruísta. Ainda assim, Locke é um contratualista. Porém, o contrato social em Locke é um consentimento dos homens em prol da ordem social, e não uma necessidade para bloquear uma natureza humana egoísta.

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